Se o que nos consome fosse apenas fome
Cantaria o pão
Como o que sugere a fome
Para quem come
Como o que sugere a fala
Para quem cala
Como que sugere a tinta
Para quem pinta
Como que sugere a cama
Para quem ama
Palavra quando acesa
Não queima em vão
Deixa uma beleza posta em seu carvão
E se não lhe atinge como uma espada
Peço não me condene oh minha amada
Pois as palavras foram pra ti amada
Pra ti amada
Oh! pra ti amada
Palavra quando acesa
Não queima em vão
Deixa uma beleza posta em seu carvão
E se não lhe atinge como uma espada
Peço não me condene oh minha amada
Pois as palavras foram pra ti amada
Pra ti amada
Oh, pra ti amada
Pra ti amada
Fernando Filizola
Quinteto Violado
- essa música foi parte da trilha sonora de uma novela da rede globo da década de 1980 (eu não sei o nome) e só lembrava do início, do primeiro verso. Graças a Internet (a melhor coisa que Deus criou) encontrei a música!
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
Pra você guardei o amor
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar
Nando Reis
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar
Nando Reis
terça-feira, 16 de março de 2010
Da espera
Se ela um dia dormisse em minha casa,
Com certeza veria o sete estrelo,
Entre os fios e antenas do telhado,
Vir baixando e prender-se ao seu cabelo.
Sete pedras de brilho prateado,
Imitando um rosário delicado,
E ela rindo e dizendo: eu sou feliz,
E eu armando uma rede no espaço,
Pra fazê-la dormir com meu abraço,
E acordá-la com cantos de concrix.
Se essa noite existir como imagino,
Vai a lua nascer no céu deserto,
Que as estrelas viraram vagalumes,
Só pra ver eu e ela mais de perto.
Quando o vento raspar a terra nua,
E sair imitando pela rua
Meu suspiro saudoso mais profundo,
Eu direi para ela em seu ouvido:
Aproveite esse tempo suspendido,
Que da porta pra fora não tem mundo.
Siba e Roberto Corrêa
PS: de fato não sei de quem é a autoria dessa letra.
Recomendo fortíssimamente que escutem essa música. É majestosa. Essas imagens são fantásticas!
Com certeza veria o sete estrelo,
Entre os fios e antenas do telhado,
Vir baixando e prender-se ao seu cabelo.
Sete pedras de brilho prateado,
Imitando um rosário delicado,
E ela rindo e dizendo: eu sou feliz,
E eu armando uma rede no espaço,
Pra fazê-la dormir com meu abraço,
E acordá-la com cantos de concrix.
Se essa noite existir como imagino,
Vai a lua nascer no céu deserto,
Que as estrelas viraram vagalumes,
Só pra ver eu e ela mais de perto.
Quando o vento raspar a terra nua,
E sair imitando pela rua
Meu suspiro saudoso mais profundo,
Eu direi para ela em seu ouvido:
Aproveite esse tempo suspendido,
Que da porta pra fora não tem mundo.
Siba e Roberto Corrêa
PS: de fato não sei de quem é a autoria dessa letra.
Recomendo fortíssimamente que escutem essa música. É majestosa. Essas imagens são fantásticas!
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