quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Flora de Mirandiba


Pois é amigos. Enfim concluímos as etapas deste trabalho que começou mais como uma oportunidade do que necessariamente como um projeto.
Acredito que esta obra significa mais do que o pioneirismo em estudos desta natureza no semi-árido. Ela traz o resultado da participação de uma jovem leva de pesquisadores, interessados em colaborar com o conhecimento das plantas da Caatinga. E ela tem a sutil aplicabilidade da ciência básica. Pois dá base para mudança de cenário, já que Mirandiba é reconhecida pelo MMA como uma área prioritária para conservação da Caatinga insuficientemente conhecida.
Além disso, ela é resultante do esforço de um laboratório onde as pessoas são instruídas em se sacrificar em prol da coletividade e representa uma enorme potencialização dos recursos públicos para ciência, já que a coleta de dados foi toda feita com financiamento indireto de projeto de doutorado e disciplina de pós-graduação. Mas é necessário reconhecer o papel da APNE na aplicação de recursos do PPBIO na impressão da obra.
Espero que ela sirva de base para que um dia as palavras ditas a tantas décadas por Euclides da Cunha, seja modificada também e que os erros que nela aparecem sejam motivações para produtos cada vez melhores sobre a rica flora do semi-árido do Brasil.

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